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Os Rolling Stones lançam Foreign Tongues a 10 de julho. O novo álbum volta a colocar a banda britânica no centro das atenções e traz também um motivo de orgulho nacional: o designer gráfico e ilustrador português Bráulio Amado coassinou a direção de arte e o design do álbum.
Mas há outro detalhe que não podemos ignorar. Mick Jagger tem 82 anos.
Enquanto muitas pessoas fazem contas ao número de cafés necessários para enfrentar uma segunda-feira, Mick Jagger continua a gravar música nova, a subir aos palcos perante milhares de pessoas, a viajar pelo mundo e a liderar uma das bandas mais icónicas de sempre.
A passagem dos anos é frequentemente associada à perda de energia, à diminuição da mobilidade e a um inevitável declínio físico. Isto leva a uma questão: como é possível Mick Jagger manter esta energia? Será genética? Será sorte?
Apesar destes fatores poderem ter algum impacto, a principal explicação está nos hábitos construídos ao longo de décadas.
O lançamento de Foreign Tongues traz uma oportunidade para refletirmos sobre longevidade, envelhecimento ativo, exercício físico e qualidade de vida. Afinal, a energia de Mick Jagger não aparece por acaso. É o resultado de anos de movimento, disciplina e consistência (após os excessos...).
Poucas bandas conseguem manter-se relevantes durante mais de 60 anos de carreira.
Enquanto algumas bandas vivem dos êxitos do passado, os Rolling Stones continuam a criar, a lançar novos projetos e a reinventar-se constantemente. O lançamento de Foreign Tongues é mais uma prova disso.
A colaboração com Bráulio Amado reforça esta ideia. Ao integrar criativos contemporâneos no seu universo visual, a banda demonstra que experiência e inovação não são opostos - são, muitas vezes, a combinação que permite manter relevância ao longo do tempo.
Esta capacidade de adaptação não é exclusiva da música. O mesmo acontece com o corpo humano.
O envelhecimento ativo não significa lutar contra a passagem dos anos, mas em adaptar-se a ela. Quem continua a desafiar o corpo e a mente preserva durante mais tempo a sua força, mobilidade e autonomia. Quem deixa de o fazer perde gradualmente essas capacidades.
Mick Jagger é um exemplo desta lógica. Aos 82 anos, continua a procurar novos desafios, a criar e a desafiar expectativas.
A longevidade acontece quando existe movimento, seja na música, na carreira ou no corpo.
Quando pensamos em Mick Jagger, pensamos em música. Mas quem já o viu em palco sabe que existe outra dimensão igualmente impressionante: a condição física.
Durante os concertos, o artista percorre o palco de um lado ao outro, dança, corre, salta e interage com o público. Tudo isto perante milhares de pessoas e com uma intensidade que muitos com metade da idade teriam dificuldade em acompanhar.
É fácil atribuir esta performance à genética. Mas a verdade é mais simples, trata-se de consistência.
Tal como um atleta se prepara para as competições, Mick Jagger investe na sua condição física há décadas. Treino regular, mobilidade, resistência cardiovascular e recuperação adequada fazem parte da estratégia que lhe permite manter uma vitalidade impressionante aos 82 anos.
A verdade é que capacidade física, resistência, força e energia são capacidades que podem ser desenvolvidas. O corpo adapta-se aos estímulos que recebe e Mick Jagger é a prova disso.
Quando não existe estímulo adequado, é natural perder massa muscular, força e capacidade cardiovascular com o passar dos anos. Contudo, é possível atrasar este processo.
Estudos mostram que o treino regular ajuda a preservar a autonomia, reduzir o risco de doenças crónicas e melhorar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Por outras palavras, o corpo continua a adaptar-se durante toda a vida e ninguém chega aos 82 anos com este nível de energia por acaso.
Ao olhar para Mick Jagger aos 82 anos, é natural procurar um truque milagroso que explique a sua energia. Mas não há mistério.
Ninguém acorda aos 82 anos cheio de energia. Essa energia constrói-se ao longo de décadas.
A forma como nos sentimos aos 60, 70 ou 80 anos é o resultado dos hábitos construídos ao longo da vida. Entre os mais importantes estão:
Nenhum destes fatores produz resultados imediatos. Mas quando são consistentes, os seus benefícios acumulam-se ano após ano.
É aqui que entra a longevidade. A maioria das pessoas não procura apenas viver mais tempo, procura viver melhor.
Se queres envelhecer com saúde, manter a independência, continuar a viajar e a fazer aquilo que gostas, então a prática regular de atividade física será uma das estratégias com resultados mais consistentes.
Os hábitos que criamos hoje vão determinar a nossa qualidade de vida amanhã. A vitalidade de Mick Jagger não é exceção - é consequência.
Será Mick Jagger uma exceção? Ou será que muitas pessoas estão a perder energia demasiado cedo?
O estilo de vida moderno é marcado pelo sedentarismo. Passamos muitas horas sentados em frente a ecrãs, tanto no trabalho como nos momentos de lazer. Caminhamos menos, movimentamo-nos menos e, muitas vezes, passamos dias inteiros sem desafiar o nosso corpo.
Ao longo dos anos, essa falta de movimento leva a:
É comum associar estas mudanças à idade. No entanto, muitas vezes não estamos cansados por causa da idade, mas pela falta de movimento.
A boa notícia é que nunca é tarde para inverter esta tendência. O corpo humano continua a adaptar-se aos estímulos que recebe, independentemente da idade.
À primeira vista, Mick Jagger e Bráulio Amado parecem pertencer a universos completamente diferentes.
Um é uma lenda da música e continua a manter-se relevante aos 82 anos. O outro é um dos designers portugueses mais reconhecidos internacionalmente e chegou a um dos maiores projetos da música mundial.
Mas existe algo que os une para além de Foreign Tongues. Ambos continuam a evoluir, a crescer e a procurar novos desafios. A verdade é que o sucesso prolongado raramente acontece por acaso. Exige curiosidade, adaptação e vontade de continuar a aprender.
O corpo humano funciona de forma semelhante. Quando deixamos de o estimular, perdemos capacidades. Por outro lado, quando o mantemos ativo, preservamos força, mobilidade e autonomia durante mais tempo
A longevidade não se resume à idade, está também relacionada com a capacidade de continuar a evoluir.
É possível que nunca saibamos o verdadeiro segredo para a energia de Mick Jagger aos 82 anos. Mas sabemos que ela não surgiu por acaso.
Ao longo da vida, o vocalista dos Rolling Stones tem mantido uma rotina que combina diferentes formas de atividade física, incluindo musculação, pilates, corrida, ioga e até ballet. A sua alimentação também desempenha um papel importante, privilegiando alimentos pouco processados, como grãos integrais, legumes, frutas, carnes magras e peixe.
Mas o essencial não está nos detalhes do plano de treino nem na composição exacta da dieta. Está na consistência.
Mick Jagger é o resultado de décadas de dedicação, movimento e compromisso com a sua saúde. Não foi uma decisão tomada aos 80 anos que lhe permitiu chegar aos 82 com esta vitalidade. Foram várias pequenas decisões acumuladas ao longo do tempo.
A capacidade de continuarmos daqui a 20 anos a fazer o que fazemos hoje é algo que podemos construir, e não que acontece por acaso.
Um dos maiores obstáculos ao envelhecimento ativo é mais comum do que imaginamos: a ideia de que amanhã será o melhor momento para começar.
Mas esse “amanhã” vai sendo adiado, porque há sempre um momento melhor para começar. Quando houver mais tempo, mais motivação, mais disponibilidade.
A verdade é que raramente existe um momento perfeito para começar. O futuro constrói-se com as decisões que tomamos hoje.
E isso aplica-se também à nossa saúde.
Pequenas ações, repetidas de forma consistente, produzem resultados muito maiores do que imaginamos:
A energia que terás daqui a 10 ou 20 anos depende, em grande medida, das escolhas que fazes agora.
Não precisas de ser o Mick Jagger. Talvez nunca subas a um palco perante 60 mil pessoas. Mas podes chegar aos 80 anos com energia para viver aquilo que importa.
A longevidade não é apenas viver mais anos, é viver melhor.
O lançamento de Foreign Tongues lembra-nos que o avanço da idade não tem de significar perder autonomia, energia ou qualidade de vida.
Mick Jagger, para além de ser um referência mundial pela música, é também um exemplo de que o envelhecimento ativo é possível. Aos 82 anos, continua a desafiar expectativas porque nunca deixou de investir em si próprio e na sua capacidade de continuar em movimento.
Não prometemos que vais chegar aos 82 anos com a energia de Mick Jagger. Mas podemos ajudar-te a criar hábitos saudáveis que aumentam a probabilidade de envelhecer com saúde, manter autonomia e viver com mais energia durante mais tempo.
Porque a longevidade não se mede apenas pelos anos que vivemos.
Mede-se pela forma como os vivemos.