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25 de novembro assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres – uma data tão importante, especialmente pelo impacto que este problema continua a ter na vida de tantas mulheres.
Como todos sabemos, a história da mulher não foi fácil. Durante séculos, muitas tiveram de lutar pelo direito de estudar, votar, trabalhar, ter voz e conquistar a autonomia sobre o seu corpo e a sua vida.
E, mesmo depois de tantas conquistas, a violência física, sexual e verbal continua a atingir milhões de mulheres no mundo inteiro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada três mulheres já foi vítima de violência ao longo da vida, e a violência doméstica continua a ser uma das formas mais frequentes e persistentes.
Num tempo em que a mulher já devia sentir-se segura, o dia 25 de novembro lembra-nos que essa realidade ainda é um sonho. Esta data alerta-nos para todas as formas de violência que continuam a afetar muitas mulheres de diferentes idades e realidades.
Como marca que trabalha diariamente com milhares de mulheres, consideramos essencial assinalar este dia. Acreditamos que usar a nossa voz para informar, sensibilizar e alertar para a violência contra as mulheres faz parte da nossa missão.
O percurso da mulher mudou muito ao longo das últimas gerações. De uma época em que quase não tinha direitos, para um tempo em que ocupa posições de destaque na sociedade.
Vamos fazer uma viagem no tempo e perceber como evoluíram os direitos das mulheres e quais as desigualdades que ainda persistem:
Mas simultaneamente:
A evolução existe, mas a violência contra as mulheres persiste e a sua liberdade continua a ser posta em causa. E é precisamente por isso que o dia 25 de novembro existe: para nos lembrar da origem desta luta e porque continua a ser tão necessária!
O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres foi criado em homenagem às Las Mariposas, três ativistas dominicanas brutalmente assassinadas em 1960, pela ditadura de Rafael Trujillo.
As três irmãs, Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, fundaram um Movimento Revolucionário que defendia a democracia e os direitos civis do país. Devido ao seu ativismo, foram perseguidas e detidas, assim como os seus maridos. No dia em que foram visitar os seus parceiros sofreram uma emboscada e acabaram sem vida.
A sua história transformou-se num símbolo de coragem e resistência feminina contra regimes de abuso e opressão. Em 1999, as Nações Unidas oficializaram o 25 de novembro como data internacional dedicada à eliminação da violência contra as mulheres, não só para lembrar as irmãs Mirabal, mas também para destacar a dimensão global deste problema.
Este dia foi criado para:
Durante décadas, a violência doméstica foi encarada como um assunto privado. Hoje, sabemos que é um tema que diz respeito a toda a sociedade. E é por isso que esta data importa: porque mantém a conversa ativa, promove consciência e lembra-nos que a prevenção começa pela informação.
A consciencialização social aumentou significativamente, mas os dados mostram que isso não é suficiente para reduzir a violência contra as mulheres. Em Portugal, o número de casos continua elevado e, em várias áreas, até tem crescido nos últimos anos. A violência doméstica, os feminicídios, as agressões sexuais e o assédio continuam a ser problemas graves e persistentes no país.
Para além destes números, há formas de violência que têm registado uma maior incidência nos últimos anos.
Os números são claros: a violência contra as mulheres não está a diminuir.
Pelo contrário, mantém-se elevada e manifesta-se de várias formas - física, psicológica, sexual e digital.
E embora exista um maior número de denúncias e menor tolerância social ao abuso, a realidade atual é esta: o problema da violência contra as mulheres continua a existir e a exigir prevenção, atenção e ação constante.
O comportamento de um agressor é imprevisível, mas existem medidas que podem ajudar a mulher a reconhecer sinais, proteger-se e procurar apoio de forma segura. Estas medidas não resolvem o problema, mas podem fazer diferença na prevenção e no momento de agir. Para isso é importante saber identificar comportamentos que não são normais numa relação.
Nas relações há comportamentos que são claramente abusivos, como:
Se isto acontecer, não acredites que é amor ou preocupação. Nestes casos, deves:
As linhas de apoio e entidades preparadas para auxiliar neste tipo de situações são: a APAV; Linha SMS; 112 (em caso de perigo); PSP; GNR e a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica.
A verdade é que procurar ajuda e falar com um profissional treinado é, muitas vezes, o primeiro passo para quebrar um ciclo de violência. Mas nem sempre a mulher consegue pedir ajuda, muitas vezes é um amigo que nota primeiro.
Estes sinais não confirmam violência, mas mostram que a pessoa precisa de apoio. Como podes ajudar?
Nunca confrontes o agressor, isso coloca a vítima em maior risco. O mais importante é estares presente, praticares escuta ativa e apoiares a pessoa com segurança.
Depois de falarmos de sinais de alerta e formas de procurar ajuda, temos de destacar o comportamento mais importante: qualquer mulher, que tenha essa oportunidade, deve investir no seu bem-estar e na sua confiança. A melhor maneira de o fazer? Treinar!
O exercício, infelizmente, não acaba com a violência contra as mulheres, mas sem dúvida que a ajuda a sentir-se mais forte, segura e suficiente.
Quando se treina de forma consistente, além de se ganhar massa muscular, perder massa gorda, melhorar a postura e ter mais mobilidade, aumenta essencialmente a autoestima. Além disso, treinar num ginásio acrescenta algo fundamental na vida de qualquer pessoa: a sensação de comunidade.
Ao praticar exercício regularmente, as pessoas começam a conhecer algumas caras, a falar com novas pessoas, a falar abertamente com os profissionais e aumentar a sensação de pertença.
No Fitness UP isto acontece naturalmente: as nossas equipas estão sempre disponíveis para ajudar, temos uma enorme variedade de aulas para estimular o exercício e o convívio e garantimos que os nossos espaços são seguros e sem julgamentos. Nos nossos ginásios fazemos o possível para garantir que cada mulher tem um espaço onde se pode sentir forte, confiante e apoiada!