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UPGrade à tua Saúde
15/09/2026

Dor no Treino: Até Onde é Normal?

Imagem - Dor no Treino: Até Onde é Normal?

Nas últimas edições da rubrica UPGrade à tua saúde discutimos os porquês de introduzir o ginásio para promoção de saúde. A questão agora é: e quando na tentativa de sermos mais saudáveis, nos magoamos? Como saber se a lesão é grave? Deve parar-se de treinar? O que devemos fazer?

É isso que iremos discutir na presente edição da rubrica UPGrade à tua Saúde.

 

Sobre o risco de lesão e a dor, no geral, gostava por enumerar dois princípios fundamentais:

  • “Mais vale não fazer do que fazer mal feito” é uma frase muito ouvida, mas está quase sempre errada. No caso do exercício – seja ele qual for – na larguíssima maioria das pessoas que fazem exercício e em que o objetivo é ser saudável, arrisco-me a dizer que na esmagadora maioria das situações “mais vale fazer do que não fazer, independentemente de como se faça”. Principalmente porque o “fazer mal feito” normalmente refere-se mais a “técnica” (ou seja, a biomecânica do exercício) do que à “progressão” (ou seja, a preparação para o exercício), sendo que não temos atualmente dados de que a técnica com que se faz determinado exercício seja particularmente relevante em termos de risco de lesão, desde que cumprida uma lógica de progressão adequada (ou seja, em que a pessoa vai fazendo o exercício com cargas progressivas e sensatas em relação à sua capacidade, ao longo do tempo). E mesmo que fosse, os dados são de que o risco de lesão em contexto de ginásio é de tal maneira baixo, que justificaria sempre fazer [1].
  • Ter dor não quer necessariamente dizer que nos “lesionámos”. Como veremos mais à frente, há uma série de situações em que doer faz parte do processo, e regra geral esta resolver-se-á por si mesma: o “segredo” vai estar em saber como resolvê-la, e reconhecer quando precisamos de uma ajuda externa para o fazer.

 

Delayed Onset Muscle Soreness

Nem todas as dores são iguais, e vamos desde já deixar discutido o tipo de queixa mais comum, e mais simples, associada ao ginásio, que toda a gente assume (e bem) ser benigna: as dores musculares após o treino. Estas dores, que têm em inglês a sigla DOMS (de Delayed Onset Muscle Soreness, que traduzido fica algo como Dor Muscular de Início Tardio), estão associadas a mecanismos de irritação das terminações nervosas presentes nos músculos [2] e são normalmente responsáveis pela perda de rendimento [3] que acontece quando o estímulo de um treino é invulgarmente alto para aquilo a que se está habituado [4].

Por outro lado, algo que não é tão acertadamente compreendido é o facto de normalmente se achar que estas dores musculares estão associadas a melhores resultados do processo de treino, o que não é necessariamente verdade [5]. Na realidade, principalmente em pessoas mais novatas no seu processo de treino, estas dores podem ser uma importante barreira à adesão ao processo, uma vez que a DOMS tem um impacto funcional significativo, o que leva as pessoas a passarem a associar o treino à necessidade de se sentirem doridas no pós-treino, e se essa é a consequência, e com isso não conseguem tolerar os dias seguintes, existe um risco grande de descontinuar a prática regular de exercício.

Assim, as dores musculares após o exercício não são condição necessária para indicar que está no bom caminho para ganhos de força e/ou músculo, mas também nada temas se as tiveres; quer só dizer que a tua capacidade de tolerar o último esforço que fizeste, seja pela magnitude do treino, seja pela consequente capacidade de recuperar dele, por qualquer motivo ficou aquém do normal e portanto deves descansar e repor aquilo que é necessário para te preparares para o próximo treino dos dias seguintes. Não desesperes ou fiques frustrado, alimenta-te e hidrata-te bem, tenta gerir o stress e manter atividade física quanto baste, e dorme adequadamente.

 Uma última nota, e ainda que sejam situações absolutamente residuais porque são mesmo muito incomuns, pode dar-se o caso de estas dores musculares pós-exercício, que em condições comuns são normais, indicarem algo patológico, quando estão presentes em magnitudes muito grandes. Em condições extremas de exercício, a dor muscular pode estar associada a rabdomiólise, que é o dano agudo muito extenso das fibras musculares, e da qual podem resultar graves consequências como falha renal, ou até morte [6]. Portanto não procures ativamente a sensação de fadiga extrema durante e após o treino, principalmente se o teu objetivo com o ginásio é tornares-te (ou manteres-te) saudável!

A lógica que se ouve comummente do “no pain, no gain” está errada e muitas vezes é gravemente contraproducente, se queres utilizar o ginásio para ser saudável!

 

O que Fazer?

Se as sugestões que dei acima de gestão quotidiana por algum motivo não forem suficientes para atenuar as queixas (algo que não é costume, em particular após cerca de 48 a 72 horas após o exercício), existem pequenas estratégias que podem ser acrescentadas, com mais ou menos peso nas possíveis adaptações ao exercício.

Uma estratégia muito utilizada em atletas é a utilização de gelo (a que se chama tecnicamente de crioterapia), que de facto parece ter um efeito favorável na redução da sensação de cansaço [7]... Contudo, também parece ter um efeito, que não é negligenciável nas adaptações ao treino, podendo levar à redução dos progressos que é suposto o treino trazer [8].

Este é um bom exemplo de como não é necessariamente por se alterar a sensação, que o efeito líquido é positivo para o rendimento. Por exemplo, é bastante comum fazerem-se massagens para atenuar a sensação de cansaço após exercício, e de facto a massagem faz um bom trabalho neste sentido [9] [10]... Contudo, estar cansado é mais do que sentir-se cansado, motivo pelo qual a massagem não parece ser o suficiente para de facto melhorar o rendimento, mesmo melhorando a sensação [11, 9]. À semelhança da massagem, outras ferramentas como a compressão (como com botas de pressoterapia, meias compressivas, etc.) também poderão ser úteis na gestão da fadiga pós-exercício (mas mais uma vez sem translação para o rendimento) [12].

Portanto, o take-away é o seguinte: se de facto estás cansado após o treino a ponto de isso afetar o teu quotidiano, podes integrar algumas destas estratégias. Contudo, lembra-te: estar cansado faz parte. Respeita o tempo e as estratégias para recuperares, lembra-te que o processo é uma maratona e não um sprint e que portanto não é por uma ou duas sessões consecutivas que consegues os resultados. Por fim, usa a informação de que ficaste cansado para aprenderes e reajustares o processo daí para a frente.

 

“Não é Bem Dor de Cansaço”

Como discutido numa edição passada desta rubrica, os benefícios do exercício para a saúde não acontecem durante o exercício, mas sim através da exposição prolongada ao longo do tempo (apesar de o exercício também poder trazer benefícios imediatos, fora do espectro de análise desta rubrica). Na realidade, algo que é importante mencionar é que o risco durante o exercício naturalmente é maior do que se a pessoa estiver parada (contudo, o investimento a médio/longo-prazo de longe justifica a sua realização) [13] [14] [15] [1].

Por este motivo, dores e lesões durante a prática de exercício podem de facto acontecer, e é importante saber o que fazer caso aconteçam.

 

Existem duas considerações fundamentais a fazer logo a priori:

  1. No caso de haver uma dor ou lesão que o justifique, ao contrário das situações que revimos anteriormente em que o professor de sala ou o teu PT são excelentes referências para te ajudarem no treino, é absolutamente obrigatória a avaliação por um profissional de saúde devidamente qualificado. Se não conheceres ninguém, poderás pedir ao professor de sala e/ou PT recomendações, ou contactar o Fitness UP para te proporcionarmos o devido acompanhamento na tua zona geográfica.
  2. Apesar das recomendações que irei fazer aqui, nenhum destes conselhos se substitui a uma avaliação detalhada por um profissional de saúde.

 

Situação 1:

Estás a fazer o teu treino e num qualquer movimento sentes um desconforto localizado. Este desconforto normalmente está associado a uma sensação de pontada/picada se for muscular, ou algo mais semelhante a um bloqueio se for articular. Sentes que é algo que não te faz parar imediatamente e que até conseguirias continuar a fazer o teu treino, mas também sentes que a dor está gradualmente a aumentar e que sempre que fazes um determinado movimento, a dor tende a piorar momentaneamente, podendo manter-se por alguns momentos antes de voltar a desaparecer.

O teu plano de ação genérico deve ser:

  • Encerra o treino e vai descansar – o possível benefício que retirarias do treino, independentemente dos teus objetivos, não vais consegui-lo a treinar condicionado. O sofrimento não vai justificar o retorno.
  • Tenta manter a tua vida normal e não pares de treinar – por princípio, continua a ter um estilo de vida o mais ativo possível, e tenta continuar a incluir o treino no teu quotidiano.
  • Ajusta o treino – mantendo o treino, poderás ter de fazer ajustes; numa fase aguda ou sub-aguda (ou seja, nos primeiros 5 a 8 dias) isto pode implicar não fazeres de todo movimentos que te causem dor (mais uma vez, por uma questão de custo-benefício). Mas daí para a frente não só é permitido, como é recomendado, recomeçares a fazer os exercícios que te causem alguma dor, incluindo aquele no qual aconteceu a lesão. A forma como deverás fazer este recomeço é a chave:
  1. Não tenhas vergonha de reduzir a carga do exercício – treinar é melhor que não treinar, e o teu ego não deve nada a ninguém
  2. Se preferires, numa fase inicial, começa por reintroduzir o exercício com amplitudes mais curtas, e vai aumentando até às amplitudes completas
  3. Tenta manter um número de repetições relativamente alto (até às 12-15) por série, mas mantendo-te longe da falha (vai permitir que mesmo indiretamente controles a carga que estás a colocar)

Nesta fase, pensa numa escala de 0 a 10, em que 0 é “nenhuma dor” e 10 é “a pior dor que já experienciaste”. Se a dor for até um nível de 3, podes iniciar o exercício; se for superior a 3, pode ser recomendado esperar mais um pouco, ou realizar os ajustes que mencionei anteriormente.

Se a dor começa abaixo de 3, mas progride, pode ser recomendado descontinuares o exercício, e aguardares para reiniciar num momento seguinte. Se por outro lado a dor for abaixo de 3 e não aumentar, ou até diminuir, mantém o exercício, e continua seguindo estas indicações.

Por fim, monitoriza a resposta sintomática também no resto do dia, e no dia seguinte; se o sintoma tiver exacerbado, não receies ter feito algo de mal, e compreende apenas que se calhar avançaste demasiado rápido. Eventualmente o sintoma irá normalizar, e podes recomeçar.

 Na grande maioria dos casos, estas pequenas lesões têm aquilo a que chamamos um bom prognóstico: ou seja, auto-resolvem-se no tempo desde que haja um processo de exposição gradual adequado, e que se cumpram os pressupostos básicos para uma pessoa se sentir saudável.

Se este percurso da recuperação não se concretizar e em aproximadamente 12 a 15 dias não verificares que tudo voltou ao normal (ou praticamente normal), então aí sim pode ser indicado procurares um profissional de saúde para te ajudar.

 

Situação 2:

Estás a treinar e num determinado exercício sentes uma dor aguda que te impede imediatamente de continuar o treino. Não só qualquer coisa que tentes fazer se torna impossível, como tentas mesmo fazer coisas que nada têm a ver com a zona corporal onde te lesionaste, mas só o simples facto de estar parado se torna incomodativo. Tens mesmo de parar de treinar, e até mesmo as tarefas seguintes (caminhar, tomar banho ou conduzir) são muito desconfortáveis. Sinais importante do foro músculo-esquelético que, para além destes, devem ser sinais de alarme absoluto são incapacidade em caminhar, perda funcional muito marcada ou inflamação articular muito proeminente.

Nesta situação deves, assim que possível, agendar uma consulta com um profissional de saúde, idealmente um Médico (fisiatra ou ortopedista) ou Fisioterapeuta (segundo Diário da República, Regulamento n.º 457/2023 de 18 de abril, artigo 3º). Discutiremos um pouco melhor sobre o que esperar desses profissionais à frente.

 

Situação 3:

Treinas já há algum tempo e vens progredindo bem nos exercícios. Pontualmente vais tendo uns sintomas que eventualmente vão desaparecendo. Contudo, tens uma dor que apareceu há algumas semanas, inicialmente nada impeditiva, mas que com o tempo vem aumentando. Sentes que não te impede de treinar (mesmo nos exercícios em que dói), mas também sentes que é bastante incomodativa e que se a progressão se mantiver, eventualmente poderá causar-te ainda mais chatices.

O teu plano de ação genérico deve ser:

  • Continuar a treinar – mais uma vez, manter a prática regular de atividade física e exercício deve ser inegociável
  • Ajustar progressão intra-treino – uma característica nalgumas destas situações é que, dependendo da queixa, uma progressão mais suave dentro do próprio treino pode aliviar o sintoma para o treino propriamente dito. Assim, nestas situações um aquecimento mais progressivo pode ser uma boa forma de chegar ao “bloco principal” em melhores condições.
  • Reduzir volume de treino – neste caso, uma recomendação que daria de forma a manter as capacidades seria tentar manter a carga nos exercícios em que te dói, mas reduzir substancialmente o volume de treino (o número total de repetições feito ao longo das séries). Isto vai permitir que não percas a força, ainda que possas nesta fase ter de reduzir um pouco o estímulo total de treino durante um período de tempo.
    Também neste ponto justifica relembrar a gestão do exercício e da intensidade em função do sintoma inicial, consoante mencionado acima.
  • Agendar consulta com profissional de saúde – algumas estratégias de gestão do sintoma (de que falaremos a seguir), assim como recomendações mais concretas a fazer, podem justificar o recurso a um profissional de saúde nesta fase. Não porque terás de fazer um processo de reabilitação propriamente dito, mas porque estes poderão aconselhar-te a teres forma de gerir os teus treinos enquanto voltas aos treinos com cada vez menos queixas, até estares recuperado.

 

O que Procurar num Profissional de Saúde em Caso de Dor

Na eventualidade de sentires que uma consulta com um profissional de saúde pode ser necessária, deixo algumas considerações que deverás procurar na pessoa que te atender:

Independentemente do profissional com quem agendares a consulta, ele deverá ter disponibilidade de tempo para te ouvir e ver, integrar informação da tua história clínica (passada e atual) e considerar os teus objetivos e expectativas dentro de um possível plano de tratamento. Deverão conversar, de forma igualmente extensiva, acerca dos teus comportamentos em saúde. No final, e sendo tu uma pessoa que já é fisicamente ativa, este profissional deverá promover deliberadamente, como e quanto possível, a manutenção da tua atividade física e exercício, desaconselhando-a mesmo só em último caso. Lembra-te: daqui a muitos anos esta queixa terá passado; mas se tiver passado à custa de deixares de ser ativo, passou a queixa e ficaram as consequências da inatividade.

  • Médico
    Se o profissional com quem agendares consulta for um médico, ele deverá começar por, através da avaliação, estabelecer um diagnóstico e perceber se um exame de imagem poderá complementar ou não com informação importante. Dado importante: não é por não te prescrever um exame que um médico é pior ou está menos preocupado (normalmente, até pelo contrário, porque ouviu o suficiente para perceber que não beneficia de exames para perceber o que se passa ou o que terão de fazer aí para a frente, e poupa-te recursos). Depois de chegar a um diagnóstico, poderá discutir contigo as possibilidades de tratamento, a começar por necessidade cirúrgica (apenas em casos mesmo muito raros, e deves conseguir perceber perfeitamente que em condições normais ele deve preferir não referenciar ou operar, dados os riscos inerentes a estes procedimentos quando comparado com tratamento conservador), e/ou ajudando por exemplo na prescrição de medicação e/ou na referenciação para um Fisioterapeuta, se concluírem que beneficias de reabilitação.

  • Fisioterapeuta
    Se o profissional com quem agendares consulta inicialmente for um Fisioterapeuta, o primeiro papel dele é perceber se essa queixa está ao alcance da sua atuação e, se não estiver, reencaminhar-te para um médico cuja especialidade permita ajudar-te.
    Na eventualidade de isto não ser o caso, ou se chegares ao Fisioterapeuta já após referenciação médica, ele deverá ainda assim avaliar-te dentro do seu perfil de conhecimentos, percebendo o comportamento dos sintomas e qual o seu impacto funcional e no dia-a-dia. Depois de perceberem o enquadramento clínico (juntamente com a informação do reencaminhamento médico prévio, se existir), ele deve informar-te do prognóstico e do caminho que a reabilitação deve tomar, mais uma vez tendo como base a tua vida, agenda, expectativas e objetivos. Importante deve ser relembrar que as sessões de Fisioterapia:
  1. Devem ser uma fonte de saúde e movimento, e não stress ou sedentarismo, focando-se na tua saúde e participação e não no evitamento do que te incomoda;
  2. Não devem, por definição, ser diárias (porque precisas de recuperar entre as sessões, e expor-te no teu dia-a-dia para perceber o impacto que o que estás a fazer nas sessões, e os respetivos conselhos, estão a ter);
  3. Devem enquadrar-se na tua vida, e não o contrário;
  4. No caso de não ser preciso um processo de reabilitação, podem ser introduzidas estratégias de gestão do sintoma como terapia manual para alívio imediato, ou exercício para explorar comportamento dos sintomas e ferramentas para integrar no próprio ginásio que levem à resolução do problema.
  5. No caso de ser preciso mesmo um processo de reabilitação mais estruturado após lesão estrutural mais grave, deves garantir que o processo vai em direção aos teus objetivos, e que a definição de como este será deve envolver-te e deverá passar, inevitavelmente, pela realização muito regular de exercício.
  6. Não servem de “manutenção”, porque o nosso corpo não é um carro que se estraga com o tempo. Por isto, o Fisioterapeuta deverá fazer os possíveis para te tornar gradualmente mais autónomo com o tempo, sendo que não há problema de tu próprio requereres alguma supervisão pontual ao longo do tempo (na qual deverás ser um agente ativo).

 

Artigo desenvolvido por João Noura (fisioterapeuta)

 

Conclusão

A dor aparecer durante a prática de exercício não implica necessariamente que fizemos alguma coisa mal, ou que há automaticamente gravidade associada a um problema em concreto. Costumo dizer aos meus pacientes que “a vida dói”, e que independentemente do que qualquer pessoa lhes queira vender, ninguém consegue prometer que as dores ou lesões não irão aparecer.

Outra coisa que também digo normalmente em clínica que “a dor é para ser respeitada, mas desafiada”, ou seja, ter dor não é em si sinónimo de deixar de treinar – pelo contrário, muitas vezes o exercício que fazemos enquanto temos dor [dependendo da dor] pode ser uma parte da resolução do problema – isto não é o mesmo que dizer que temos de treinar a todo o custo, ou com sofrimento. Às vezes, tirar um tempo de repouso (total ou parcialmente) pode de facto ser a melhor solução.

Por isso, mais importante do que estar preocupado em nunca ter dores ou lesões, é muito mais importante, e mais útil, identificar se e quando essa dor implica descontinuidade do exercício, e a consulta ou não de um profissional para nos ajudar.

 

Bibliografia

[1]
R. El-Kotob, M. Ponzano, J.-P. Chaput, I. Janssen, M. Kho, V. Poitras, R. Ross, A. Ross-White, T. Saunders e L. Giangregorio, “Resistance training and health in adults: an overview of systematic reviews,” Appl Physiol Nutr Metab . , 2020.
[2]
K. Mizumura e T. Taguchi, “Neurochemical mechanism of muscular pain: Insight from the study on delayed onset muscle soreness,” The Journal of Physiological Sciences , 2024.
[3]
A. Stozer, P. Vodopivc e L. Bombek, “Pathophysiology of Exercise-Induced Muscle Damage and Its Structural, Functional, Metabolic, and Clinical Consequences,” Physiol Res. , 2020.
[4]
K. Doma, B. Matoso, G. Protzen, U. Singh e D. Boullosa, “The Repeated Bout Effect of Multiarticular Exercises on Muscle Damage Markers and Physical Performances: A Systematic Review and Meta-Analyses,” J Strength Cond Res , 2023.
[5]
F. Damas, C. A. Libardi e C. Ugrinowitsch, “The development of skeletal muscle hypertrophy through resistance training: the role of muscle damage and muscle protein synthesis,” European Journal of Applied Physiology, 2018.
[6]
E. Murawska-Ciałowicz, G. G. d. Assis, M. Ciałowicz e E. B.-P. 5, “Risk of Rhabdomyolysis and Kidney Injury after Intensive Exercise. Potential of Novel Biomarkers of Kidney Injury: A Narrative Review,” J Hum Kinet. , 2026.
[7]
S. Wiecha, I. Cieśliński, P. Wiśniowski, M. Cieśliński, W. Pawliczek, P. Posadzki, R. Prill, J. Zając e M. Płaszewski, “Physical Therapies for Delayed-Onset Muscle Soreness: An Umbrella and Mapping Systematic Review with Meta-meta-analysis,” Sports Medicine, 2025.
[8]
A. Piñero, R. Burke, F. Augustin, A. E. Mohan, K. DeJesus, M. Sapuppo, M. Weisenthal, M. Coleman, P. Androulakis‐Korakakis, J. Grgic, P. A. Swinton e B. J. Schoenfeld, “Throwing cold water on muscle growth: A systematic review with meta‐analysis of the effects of postexercise cold water immersion on resistance training‐induced hypertrophy,” Eur J Sport Sci. , 2024.
[9]
H. L. Davis, S. Alabed e T. J. A. Chico, “Effect of sports massage on performance and recovery: a systematic review and meta-analysis,” BMJ Open, 2020.
[10]
O. Dupuy, W. Douzi, D. Theurot, L. Bosquet e B. Dugué, “An Evidence-Based Approach for Choosing Post-exercise Recovery Techniques to Reduce Markers of Muscle Damage, Soreness, Fatigue, and Inflammation: A Systematic Review With Meta-Analysis,” Front. Physiol, 2018.
[11]
W. Poppendieck, M. Wegmann, A. Ferrauti, M. Kellmann, M. Pfeiffer e T. Meyer, “Massage and Performance Recovery: A Meta-Analytical Review,” Sports Medicine, 2016.
[12]
M. C. Paweł Wiśniowski 1ORCID, M. Jarocka, P. S. Kasiak, B. Makaruk, W. Pawliczek e S. Wiecha, “The Effect of Pressotherapy on Performance and Recovery in the Management of Delayed Onset Muscle Soreness: A Systematic Review and Meta-Analysis,” J. Clin. Med, 2022.
[13]
A. Hirata, Y. Saito, M. Nakamura, Y. Muramatsu, K. Tabira, K. Kikuchi, T. Manabe, K. Oka, M. Sato e Y. Oguma, “Epidemiology of adverse events related to sports among community people: a scoping review,” BMJ Open, 2024.
[14]
J. M. Hootman, C. Macera, B. Ainsworth, C. Addy, M. Martin e S. Blair, “Epidemiology of musculoskeletal injuries among sedentary and physically active adults,” Med Sci Sports Exerc . , 2002.
[15]
B. A. Franklin e S. Billecke, “Putting the benefits and risks of aerobic exercise in perspective,” Curr Sports Med Rep ., 2021.

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