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Muitos de nós acreditamos que é impossível alcançar a liberdade financeira sem sacrificar a qualidade de vida. Que ter um dos dois, elimina o outro automaticamente.
Mas, afinal, será que não é possível aliarmos os dois objetivos? Será que uma pessoa bem-sucedida profissionalmente não pode viver com qualidade? E que alguém que vive com qualidade não pode ser um(a) CEO de sucesso?
Neste artigo, vamos aprofundar estes dois conceitos, mostrar-te que é possível aliá-los, e que geridos de forma estratégica são o casal mais poderoso do século XXI. Não acreditas? Lê o artigo e esclarece as tuas dúvidas.
Não é um Ferrari nem uma casa no Dubai. Também não são notas de quinhentos numa mala preta de um videoclip de rap. A realidade é diferente, mais silenciosa e honesta.
É quando o teu custo de vida é coberto por rendimentos que não dependem diretamente das tuas horas de trabalho. Traduzido para miúdos: quando o dinheiro trabalha para ti.
Assim, podes estar a dormir e a acumular riqueza. Todavia, não penses que vais passar de um estagiário falido a um investidor reformado do dia para a noite.
Se perguntares à maioria das pessoas o que é a qualidade de vida, vão responder-te viajar às Maldivas ou outro destino de sonho, viver com marcas extravagantes, ter um carro de luxo e uma grande casa, e não ter de trabalhar das 09h-18h.
A verdade é que a qualidade de vida é subjetiva e não deve ser generalizada com base no que vemos nas redes sociais – porque o que se passa nas redes sociais, na maioria das vezes, não corresponde 100% à realidade.
O problema estás nos conceitos: confundimos padrão de vida com qualidade de vida.
O padrão de vida é medido pelo que os outros veem: a marca da nossa roupa, o carro que conduzimos, a nossa profissão e o tamanho da nossa casa.
Por outro lado, a qualidade de vida é medida pelo que sentimos: horas de sono, saúde mental, o tempo que passamos com quem amamos, os nossos hobbies, etc.
O problema é que insistimos em seguir um padrão de vida exposto nas redes sociais que, em primeiro lugar, não é um padrão e, em segundo lugar, não significa qualidade de vida.
De certeza, que já foste bombardeado(a) com dois tipos de publicidade no Instagram. De um lado, o tubarão de fato e gravata que te diz que deves acordar às 4h da manhã, tomar banhos de gelo e trabalhares até os teus olhos sangrarem. Do outro lado, o guru que vive numa comunidade em Bali, convida-te a desapegares-te dos vícios da sociedade e defende que o dinheiro não importa enquanto viaja pelo mundo.
E se te dissermos que não tens de escolher entre liberdade financeira e qualidade de vida? Que os opostos, “pobre, mas feliz” e “rico mas miserável” é apenas uma narrativa reconfortante para nos mantermos conformistas?
Dados recentes, mostram que três em cada quatro jovens portugueses sem literacia financeira acham que sabem tudo e, por isso, comprometem tanto a poupança como a saúde mental a longo prazo – revelando-se como um dos maiores entraves.
Muitos jovens e adultos sacrificam a vida de hoje em prol de uma suposta liberdade financeira amanhã. Trabalham mais de 50h semanais, ignoram família e amigos e dizem que vão aproveitar quando tiverem 50 anos (pode ser tarde).
Mesmo que fiques rico(a) aos 50 anos, não vais ter a mesma energia de hoje e o teu único hobby vai ser ler folhas de excel. Isto não é liberdade, nem qualidade de vida.
Até começaste a ter melhores rendimentos, mas também compraste um carro melhor e um apartamento mais caro. Resultado? Tens mais dinheiro a entrar, mas também mais dinheiro a sair – estás com a corda ao pescoço.
O teu padrão de vida alto não é capaz de te proporcionar qualidade de vida, mas também não estás com disposição para abdicar disso – são escolhas que nos tornam escravos do salário para mantermos aparências.
Comparas a tua liberdade financeira e qualidade de vida a um tipo que faz vídeos no YouTube ou no Instagram? Que investe em criptomoedas obscuras? A liberdade não deve ser comparada, sobretudo com produtores de conteúdos.
A liberdade e a qualidade de vida pode ser saíres do trabalho às 18h, ires fazer uma aula de pilates, tocar numa banda, fazer parte de uma equipa de futebol, treinar HYROX, ler um livro ou simplesmente passear pelas ruas da tua cidade.
Não te preocupes! O segredo não é gastar o mínimo possível, mas sim gastar com intenção. Podes ter mais do que cinco t-shirts e não precisas de dormir no chão.
Se gastares 100€ num jantar com os teus amigos que valeu todo o dinheiro, é um investimento de qualidade. Se gastares dinheiro em roupa que não usas, é prejuízo.
Sim, é possível ter os dois desde que funcionem como um verdadeiro casal. Isto quer dizer que devem comunicar, ceder a exigências, complementarem-se e contribuírem para a felicidade dos dois. Um sem o outro não resultam.
O dinheiro que precisamos para sermos felizes varia entre cada um de nós. Contudo, é importante pensar sobre o assunto.
Afinal, quanto dinheiro preciso para ser feliz? A sociedade vai dizer-te sempre que precisas mais do que pensas. Não acredites! Olha para os teus objetivos (alcançáveis) e define um valor mensal que te permita viver com qualidade de vida.
Como? Não gastes o dinheiro todo em entretenimento e bens materiais, mas também não sejas rígido(a) e invistas o dinheiro todo, abdicando da tua qualidade de vida.
Usa a regra dos 50/30/20. Assim que receberes o salário, reservas 50% para gastos essenciais (renda, contas, alimentação), 30% para desejos (viagens, restaurantes, festas) e 20% para investimentos (ações, ETFs, fundos).
O equilíbrio é o segredo para garantires qualidade de vida e liberdade financeira.
Dá intenção e valor às tuas compras. Não compres coisas porque tiveste um dia péssimo. Vale mais ires ao ginásio e de certeza que te vais sentir melhor depois do treino. No Fitness UP temos as melhores condições para treinares.
O melhor investimento em 2026 não é a Bitcoin nem o Ouro. O melhor investimento é a tua atenção e a tua capacidade de aprendizagem.
Por isso, investe em formações que te permitam ganhar mais conhecimento na tua área e, por conseguinte, ganhares mais dinheiro e propósito. Mas, cuidado, não te deixes ser engolid@ pelo ambiente corporativo.
Vivemos numa sociedade apressada, sem tempo para refletir e cuidarmos de nós próprios, do corpo, da cabeça e da alma.
Muitas vezes, esta falta de investimento afeta a nossa saúde mental – tornamo-nos mais ansiosos, stressados, esgotados, sem capacidade para evoluir no trabalho e de manter relações pessoais saudáveis.
Neste sentido, é fundamental que invistas na tua saúde mental. Se estiveres bem, tudo vai correr bem. E, de certeza que já ouviste esta frase, mas não há dinheiro no mundo que pague a felicidade de viver. Mas, só é possível estarmos felizes se estivermos bem.
A liberdade financeira e a qualidade de vida não são polos opostos, são como dois carris na mesma linha de comboio. Se trabalharmos apenas um carril, o comboio descarrila.
Por isso, não sejas obcecad@ por dinheiro ou vais acabar sem energia e na solidão. Por outro lado, também não estejas obcecad@ por apenas viver o momento e sem qualquer planeamento, ou passarás a vida com ansiedade e sem perspetiva de futuro.
O segredo é ter o controlo do tempo e das decisões – porque se a liberdade financeira nos dá segurança, a qualidade de vida dá-nos propósito para querermos continuar a viver.