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O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, é muito mais do que flores, presentes e mensagens bonitas: é um momento para olhar para a história, reconhecer lutas, conquistas e, principalmente, para homenagear todas aquelas que abriram caminhos que, durante séculos, foram dominados por homens.
Sabias que quem descobriu a estrutura do ADN foi uma mulher? E que também foi uma mulher quem desenhou o primeiro algoritmo destinado a ser processado por uma máquina?
Neste dia tão especial, é importante recordar a vida e o legado de várias mulheres que marcaram a história da humanidade nas mais diversas áreas: da ciência à política, da arte aos direitos humanos, recordemos mulheres que, com coragem, talento de determinação, deixaram um rasto indelével no Mundo.
A ciência e a física e química, um universos historicamente difíceis para mulheres, foram palco de batalhas e conquistas!
Certamente já ouviste falar sobre ela. Marie Curie foi a primeira pessoa (e única até hoje) a ganhar dois Prémios Nobel em áreas diferentes: em Física e Química.
Apesar de todos os preconceitos que enfrentou, Marie Curie tornou-se um ícone indiscutível da Física e Química e, hoje, o sem legado continua a inspirar milhares de pessoas pelo Mundo fora.
Rosalind Franklin foi a mulher que descobriu a estrutura do ADN tal e qual como hoje a conhecemos... e tudo graças a uma fotografia que mudou tudo!
A sua famosa «Fotografia 51» foi crucial para James Watson e Francis Crick descobrirem que o ADN tem a forma de uma dupla hélice.
Esta descoberta permitiu grandes progressos como:
Durante décadas, o trabalho de Rosalind Franklin foi ofuscado e só há uns anos é que a sua contribuição nesta descoberta foi devidamente reconhecida.
Liderar uma nação ou influenciar decisões políticas exige coragem, visão e resiliência: qualidades que muitas mulheres demonstraram ao longo da história com grande distinção.
Este nome é, provavelmente, um dos mais marcantes da história do feminismo. Quem é que não conhece Margaret Thatcher, mais conhecida como "A Dama de Ferro"?
Foi a primeira mulher a ser Primeira-Ministra do Reino Unido
Fez reformas económicas extremas ao reduzir o papel do Estado na economia e ao promover o livre-mercado que hoje conhecemos
As suas políticas, que ficaram conhecidas como Thatcherismo, são debatidas até hoje e o seu legado controverso provoca admiração e crítica. Mas uma coisa é indiscutível: Margaret Thatcher abriu caminho para que várias mulheres assumissem papéis de poder e de liderança na política a nível Global.
É uma figura de referência para todas as mulheres na Índia e além fronteiras.
Tornou a diplomacia indiana mais próxima dos cidadãos, respondendo diretamente a pedidos de ajuda através de redes sociais
Liderou operações de evacuação de indianos em zonas de guerra
Fortaleceu as relações internacionais da Índia com vários países
Grande defensora de políticas humanitárias
Sushma Swaraj foi uma das mulheres mais influentes da política indiana, inspirando muitas outras a entrar na política. A sua proximidade com os cidadão é uma das maiores marcas que deixa na vida pública.
A arte reflete quem somos, o que sentimos e como vemos o Mundo. E muitas mulheres usaram as suas obras como "armas" para destruir preconceitos enraizados na sociedade: e há uma que, de certeza, conheces bem: mais não seja pelos seus retratos "trendy" que agora tanto aparecem nas redes sociais
Sim, referia-me a Frida Kahlo. Já a deves ter visto por aí no Instagram, certo? A imagem de marca são as sobrancelhas grossas, mas Frida é muito mais do que um rosto marcante: é um símbolo do feminismo.
A artista mexicana ficou conhecida:
A sua obra mais conhecida é, inegavelmente, "As Duas Fridas", pintada em 1939. Este autorretrato duplo, criado após o seu divórcio de Diego Rivera, simboliza a dualidade da artista, mostrando a sua identidade mexicana, amada por Diego, e a sua faceta europeia, rejeitada por muitos, unidas por um único coração.
Frida Kahlo tornou-se um ícone feminista e inspiração para artistas de todo o mundo.
Toni Morrison foi uma escritora que venceu o Prémio Nobel de Literatura: a primeira mulher afro-descentente a conseguir este feito.
Toni Morrison acreditava que contar histórias era essencial para preservar a memória coletiva e compreender injustiças históricas: e continua a ser uma referência na luta contra a descriminação.
No que diz respeito à dignidade humana, são várias as mulheres que travaram duras batalhas para conquistar direitos e liberdades que hoje podemos agradecer por ter no nosso dia-a-dia.
Rosa Parks foi uma ativista dos direitos civis nos Estados Unidos: e tudo começou com um simples "não".
O mais importante: Rosa Parks foi a prova de que pequenos gestos podem mudar o Mundo.
Malala Yousafzai tem apenas 28 anos e é uma das maiores referências do ativismo feminista a nível global: e é também a mais jovem vencedora do Prémio Nobel da Paz.
Sobrevivente de um ataque Talibã, Malala Yousafzai é um exemplo de coragem, resistência e uma referência na luta pelos direitos humanos e igualdade de género.
Do código binário às plataformas digitais modernas, as mulheres também fazem parte da evolução do mund tecnológico... e a "pegada" que deixaram não é pequena!
Esta é para os geeks das tecnologias: Sabias que, para que hoje possas estar a ler este artigo no teu telemóvel, ou no teu computador (e para eu poder estar a escrevê-lo), houve uma mulher que precisou de desenvolver as máquinas que antecederam as novas tecnologias? O nome dela é Ada Lovelace.
Ada Lovelace é uma referência na área da tecnologia e deixou um legado de inovação que ainda hoje continua a evoluir.
Durante muitos séculos, o desporto foi uma coisa de homens. Soa ridículo, não é? Mas é verdade e, para isso mudar, houve várias mulheres que quebraram barreiras para que muitas outras depois delas pudessem ter os mesmos direitos que os homens neste Universo.
Se a mulher era vista como "fraca" no desporto, Billie Jean King veio mudar essa teoria.
Billie Jean King será sempre reconhecida pela sua vitória histórica no duelo “Batalha dos Sexos” (1973), onde derrotou Bobby Riggs, um ex-campeão masculino, num jogo simbólico que destacou a igualdade de género no desporto.
Em 1967, Kathrine Switzer foi a primeira mulher a correr oficialmente a Maratona de Boston, apesar da tentativa de a expulsarem da prova (e de tentarem boicotar o seu desempenho).
Símbolo de perseverança e empoderamento feminino: a sua história mostra como um ato de coragem pode transformar políticas e mudar percepções sociais.
Apesar de atuarem em épocas, lugares e contextos diferentes, estas mulheres compartilham:
As mulheres que mudaram o Mundo são mais do que figuras históricas homenageadas em museus ou em livros: elas vivem diariamente nos nossos direitos, nas nossas ideias e em todas as transformações para as quais contribuíram.
Ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, reconhecemos o passado, mas também encaramos o futuro com mais esperança.
Que estas histórias inspirem não só admiração, mas também ações de mudança: porque o Mundo muda quando todos têm voz, espaço e oportunidade para mostrarem o seu potencial.