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Lifestyle
24/08/2026

És Pro na Arte de Não Fazer Nada? Lê Isto.

Imagem - És Pro na Arte de Não Fazer Nada? Lê Isto.

É quase tão inacreditável como incompreensível como é que as pessoas reclamam que não têm tempo para nada. No entanto, sempre que têm tempo livre, acabam por ter necessidade de fazer alguma coisa. De encher, preencher, ocupar para não estar sem “fazer nada”. Esta ambiguidade é curiosa, não achas?

Podes estar numa fila de espera, sozinho em casa, e vais sempre “aproveitar” este tempo sem fazer nada para ligar a TV, nem que seja para teres ruído de fundo, ouvires um podcast, fazer exercício físico, seja no Fitness UP, ou na rua. Levas os phones para ouvir música e não “estares sozinho”. O telemóvel é aquele “clássico” do “agora tenho tempo”, então lá estás tu a fazer scroll, a ver todas as notificações que não param de chegar. E com isto não estamos a falar de estares aborrecido. Criámos, sim, uma necessidade de continuarmos ligados ou ocupados sempre que temos tempo livre. Será que nos esquecemos o que é “não ter que fazer nada”. Estar só. Sem nada, sem mexer em nada, sem sentir culpa porque tens algum tempo “morto”. Basta existir um pequeno espaço vazio para sentirmos vontade de o preencher. É aqui que vamos começar a falar sobre o tédio. Podemos ter esta conversa ou estás muito ocupado a não fazer nada? Começamos com uma pequena provocação? Porque é que parece que perdemos a capacidade de tolerar aqueles pequenos momentos em que não está a acontecer absolutamente nada?

Numa sociedade cada vez acelerada, otimizada para a produtividade, estímulos constantes, parece que o tempo perdeu valor por estares “parado”. O tempo vazio parece que se tornou num problema a resolver e à pressa. A sociedade do vazio, já não existe, mas o cérebro precisa de desocupar espaço. Não precisas propriamente de estar aborrecido. Basta aparecer um micro-espaço vazio no teu dia para sentires uma urgência imediata para preenchê-lo. E talvez seja exatamente aqui que esta conversa começa a fazer sentido.

 

Que Vazio Estar Sem Fazer Nada!

Pode parecer-te um “conselho de avó”, mas a verdade é que durante muito tempo, o “tempo “morto” fazia parte do dia a dia. Não havia tanta pressa e urgência em preencher “espaços de tempo” com situações que não controlamos. Seja o trânsito, as esperas nos transportes ou afins. Estes intervalos vazios faziam com que as pessoas aproveitassem cada paragem. Esperava-se por alguém, ou ficava-se simplesmente à espera que alguma coisa acontecesse. Não se ficava sem fazer nada só “porque sim”, não havia necessariamente uma intenção. Podiam ser horas, ou apenas alguns minutos. Vivemos tempos que reclamam mudanças. Não necessariamente com a “melhor solução”, mas porque temos que ter uma resposta imediata a todos os intervalos de tempo em que poderíamos estar parados. O telemóvel dá-te milhões de estímulos imediatos e constantes. Seja uma mensagem para responder, uma notícia para ler, um like numa foto do IG, fazer um reels para mostrar “o tempo de espera” e todos saberem que “estás ali.”

Esta pressa em ter “tempos mortos” só nos mostra que estes pequenos tempos vazios desapareceram sem sequer darmos por isso. Tu consegues dizer-nos qual foi a última vez que estiveste dois ou três minutos parado à espera de alguma coisa sem fazeres absolutamente nada? Com isto dizemos, sem telemóvel, sem TV, sem música, sem procurar distrações, sem nada. Parece uma pergunta estranha, porque estes momentos se tornaram tão raros que quase deixámos de os reconhecer como parte normal do dia. E o mais interessante é que muitas vezes nem decidimos conscientemente preencher esse espaço. Fazemo-lo por hábito. Logo que te sintas num “nada” procuras o “ruído”. Quando tudo se desliga, tu procuras imediatamente algo a que te possas ligar.  

A tecnologia trouxe facilidades à nossa rotina. O problema não é a existência de ferramentas digitais, mas sim a dependência que temos delas. Esses pequenos intervalos de ausência de estímulos tinham uma função biológica e mental importantíssima: permitiam que a atenção descansasse e que a mente divagasse sem ter de dar resposta a nenhuma solicitação externa.

A tecnologia tornou a nossa vida mais próxima, mais acutilante, interessante, prática e conectada. Ela liga-nos a tudo e a todos. Não estamos a dizer-te que devíamos retirar todos os estímulos do teu dia, mas antes perceber se ainda consegues viver sem a tecnologia. Se ela é uma extensão de ti mesmo ou se ainda é possível existir sem ela? Mesmo que seja por uns minutos. Porque esses pequenos tempos vazios têm uma função. São intervalos entre tarefas, entre pensamentos, estímulos do ruído à tua volta. Eles dão-te a oportunidade de desligar, dar atenção aos pormenores, é a possibilidade de fazeres algo como não responder constantemente a alguma coisa. É sempre uma coisa atrás da outra. Tu não descansas. Estás sempre a pensar no que fazer “a seguir”. Isto passa a ser o teu maior problema. O seguinte.

 

É só mais um!

Estamos mais ligados que nunca, onde diferentes gerações se ligam umas às outras através da tecnologia. Tudo é “novo”, tudo desperta a tua atenção, os estímulos estão em todo o lado, a toda a hora. É como se fosse um “aberto permanentemente”, “24/7”. Uma notificação desfoca a tua atenção, interrompe uma conversa, os vídeos são cada vez mais curtos – são verdadeiros reels porque “não há tempo a perder” e os feeds são infinitos. Tu vives os dias a fazer scroll. A lógica não é mais do que te manter permanentemente ligado. Vês um conteúdo, acaba, começa outro. E por aí em diante, horas e horas sem dares conta. Tudo é construído para reduzir os “tempos mortos”, os intervalos vazios entre cada estímulo e estares sempre ligado. O problema não é usar tecnologia, o problema é que cada vez temos menos contacto com o silêncio e com a ausência de estímulos.

A tecnologia não é a má da fita. Seria mais fácil dizer isto. Mas não é “só” isto. O teu problema de atenção não advém só da tecnologia, e apontar o dedo aos dispositivos eletrónicos seria feio. A tecnologia é uma ferramenta extremamente valiosa que mudou o modo como vivemos, olhamos e nos ligamos ao mundo. O que efetivamente mudou foi a velocidade e quantidade de estímulos a que estamos expostos a cada segundo. Permanentemente. Evitamos qualquer atrito mental para temos hoje “um escape” imediato em milésimos de segundos para não nos sentirmos aborrecidos. Isto muda a perceção que temos na relação com o desconforto. O tédio é uma experiência que o cérebro precisa experimentar, em vez de ser algo que devamos evitar. Quando não tens estímulos externos a roubar-te atenção, a mente ativa redes internas para consolidar memórias, processar informação e resolução de problemas. O tédio funciona como uma tecnologia biológica de performance: é o intervalo que o teu o sistema nervoso precisa para reajustar o foco, reduzir o ruído e recuperar a capacidade de pensar com clareza que a tecnologia e a hiperconectividade te vão tirando.


Psstt! Ainda Estás a Dormir ou Já Acordaste?

Tu pensas que estás a treinar no Fitness UP para melhorar a performance, mas a verdade é que procuras descansar para treinares melhor, dormes para recuperar, tentas reduzir o stress ou criar momentos mindfullness para seres mais equilibrado. Tudo isto não é em vão. Inconscientemente tudo está interligado e tem um objetivo. Sem papas na língua, será que ainda consegues descansar sem transformar o descanso numa ferramenta de performance?

Seja no Fitness UP, ou quando falamos sobre desporto sabemos que o descanso é parte importante do treino, talvez a mais relevante. O descanso é parte do processo para evoluíres. O treino é um estímulo e a recuperação é essencial e faz parte da adaptação mecânica do teu corpo. Enquanto dormes estás a recuperar as fibras musculares, a regenerar células, a evitar lesões. O problema começa quando tudo tem que ser “medido”. Passámos a estar numa sociedade mensurável. A obsessão pela otimização de tudo o que fazes. Tudo tem uma app para cronometrar e sincronizar dados.

Também já te apercebeste que começamos a sentir que estarmos parados, sem um objetivo claro e definido, é uma falha ou desperdício de tempo? Já deste conta que tu fazes isto? É neste paradoxo, que te perguntas se não consegues parar, sem exigências, mesmo no teu tempo de descanso continuas a ser monitorizado ao segundo. Tens a “obrigação” de vigiar tudo o que fazes. Nem o corpo, nem a mente desligam quando continuam a ser medidos por métricas de rendimento. Assim não dá. O descanso não se resume só a melhorar o rendimento para o treino seguinte. Precisas sim, de descansar por si só, sem culpa. Não é uma obrigação. Fim de conversa.  

E Tu, O Que Estás a Fazer?

Ao que parece o novo hype é estar sempre ocupado com alguma coisa. Parado, nunca! Uma semana caótica, projetos atrás de projetos, um dia preenchido onde não tens um minuto de sossego é quase uma forma inconsciente de validar o teu “valor” aos outros. Porque se não tiveres nada para fazer tornas-te irrelevante. O mais “assustador” é que esta exigência de performance, em tudo o que fazes, o ter que mostrar “visibilidade” deixou para trás o nosso tempo de descanso, as pausas, o teu tempo livre. Se repares bem o que partilhas e fazes é um acting constante. A performance estende-se também à forma como te mostras ou queres que te vejam. Vamos chamar-lhe “descanso performativo”, mostrar o livro que colocas estrategicamente posicionado, o café, não a “bica”, o de especialidade, numa esplanada aesthetic, a corrida das 6 a.m com o mapa GPS partilhado, a rotina milimétrica da tua slow morning. Isto é, até quando “não estás a fazer nada”, estás a criar conteúdo digital para que todos vejam que estás “ocupado”.

Perdemo-nos na experiência do que é conseguir fazer uma “pausa” porque temos “medo” que o nosso tempo pareça vazio aos olhos dos outros ou até para nós mesmos. Esta prova constante de querer mostrar como estás a evoluir, a fazer coisas. Desta forma, perdes os momentos, não vives as experiências, estás sempre a registar. As pausas ou os teus tempos “mortos” deixaram de ser momentos de silêncio para ser um palco onde representas uma “personagem” para mostrar. Se não registas, se não há uma fotografia, um reels, é como se nada tivesse acontecido. E nesta tirania de parecer que estás sempre ativo, mesmo quando precisas ou estás a descansar que te impede de desligar de verdade e recuperar o fôlego para o que precisas. Respira. Não é necessário tanta exposição e visibilidade. Descansa, está tudo bem. Não há nada para mostrar.

“Estado de Emergência”: Não Faças Nada!

Para chegarmos ao fim desta conversa, a grande pergunta que fica no ar é o modo como questionamos a nossa resposta a estímulos “vazios” e imediatos. Porque é que te assusta tanto a perspetiva de ficares alguns minutos em silêncio? Desligado. Sem qualquer tipo de estímulo?

Quando tudo à tua volta “grita” atenção, a cada minuto que passa, reclama-se constantemente o “acelerar” para estar sempre a fazer alguma coisa, a necessidade de mostrar que estás a fazer coisas, que tens os dias preenchidos, em vez que não fazeres nada. Talvez o maior desafio de hoje seja teres a rebeldia de dizer não! Larga o telemóvel. Desliga as notificações. Mantêm-te em silêncio, tu não tens que ter sempre uma palavra a dizer. Não tens que responder a tudo.

Não vejas o tédio como algo negativo ou aborrecido, muito pelo contrário. Não tens que ver a tecnologia como se fosse invisível, tens é que voltar a aprender a voltar ao teu tempo sem pressa. Permite-te estar em silêncio e ver o que acontece quando, finalmente, decides não fazer nada. Agora, cala-te! Sabes o que é que vais fazer? Absolutamente e rigorosamente nada! Desliga-te do ruído! Aborrece-te, por favor.

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A adesão ao plano quinzenal não implica qualquer tipo de fidelização.

O pedido de não renovação assim como qualquer alteração ao contrato deverá ser solicitada por escrito com antecedência de 10 dias úteis.

Salienta-se que no decorrer desses dias, na existência de alguma cobrança, não existe o direito de reembolso por parte do Fitness UP.

A adesão ao plano anual implica à fidelização pelo período de 52 semanas contínuas e renovação automática, salvo comunicação do contrário.

O pedido de não renovação assim como qualquer alteração ao contrato deverá ser solicitada por escrito com antecedência de 10 dias úteis.

Salienta-se que no decorrer desses dias, na existência de alguma cobrança, não existe o direito de reembolso por parte do Fitness UP.

Para participares não é necessário possuíres o plano de aulas de grupo, nem fazer a marcação prévia.

Basta consultares o mapa de aulas e comparecer no estúdio dinâmico.

As aulas X-press (15min), aulas FIIT (30 min) e aulas Virtuais (50 min) esperam por ti!

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