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Sabias que os resultados escolares na infância podem ser melhorados com a prática de desporto? Sabias que há melhor probabilidade de seres um melhor profissional se tiveres praticado desporto competitivo quando eras nov@?
Neste artigo, explicamos a relação entre a prática de exercício físico durante a infância e a performance escolar.
Quando pensamos em sucesso escolar, muitas vezes a nossa mente vai imediatamente para livros, métodos de estudo e horas a fio dedicadas às disciplinas. É claro que estes fatores importam, mas há outro elemento essencial que a ciência continua a reforçar: a prática regular de desporto e atividade física impacta diretamente o rendimento académico, desde a infância até à adolescência.
Não se trata apenas de “estar em forma”, mas de como o movimento molda o cérebro, as competências cognitivas e até a disciplina, que depois nos acompanha ao longo da vida.
Várias investigações científicas demonstram que jovens que praticam desporto regularmente tendem a ter melhor desempenho académico, maior capacidade de foco, melhores funções executivas e menos risco de insucesso e abandono escolar. E tudo isso, com o passar do tempo, pode estar ligado a um padrão consistente de sucesso profissional futuro.
Neste artigo vamos partilhar contigo as descobertas científicas sobre este tema, de forma prática e aplicável à tribo UP (principalmente para pais, educadores e jovens que querem tirar o melhor partido da atividade física no percurso escolar).
Uma investigação recente da PubMed observou crianças desde os 6 até aos 17 anos e descobriu algo importante: aqueles que participavam regularmente em atividades desportivas entre o jardim de infância e o 4º ano tiveram muito mais probabilidade de sucesso académico até ao final da adolescência, incluindo menores taxas de falhanço e de abandono escolar.
Este estudo longitudinal, que acompanha os mesmos participantes ao longo do tempo, mostrou que o simples facto de uma criança estar envolvida em desporto de forma consistente está associado a melhor desempenho escolar em anos posteriores.
Prova-se a existência de uma correlação direta, que diz também que a prática desportiva desde cedo influencia vários fatores que são úteis para aprender e para estudar:
Tudo isso se transfere para o ambiente escolar onde concentração, organização e interação social são fundamentais.
Outras revisões sistemáticas, que analisam vários estudos ao mesmo tempo, encontraram que até uma única sessão de atividade física pode aumentar o desempenho escolar imediato, especialmente em matemática e em linguagem, quando comparado com períodos sedentários (daí já nos termos referido ao exercício como um "fertilizante cerebral", antes).
Isto pode parecer surpreendente, mas há uma explicação neurobiológica por trás: quando te mexes, o fluxo sanguíneo para o cérebro aumenta, mais oxigénio chega às células nervosas e o processamento mental torna-se mais eficiente. Não é apenas bom para o corpo: é literalmente “combustível” para o cérebro.
Quando a atividade física é integrada na rotina escolar, seja através de educação física regular ou programas adicionais, os benefícios multiplicam-se.
Uma meta-análise recente concluiu que programas de atividade física dentro da escola estão associados a melhorias significativas no desempenho académico geral, especialmente em matemática (neste momento, estão imensos pais a pensar no dinheiro que podiam ter poupádo em explicações...).
Isto é um achado importante porque desmonta o mito de que a ideia de que tempo dedicado a exercício físico “rouba” tempo de estudo. Pelo contrário, programas bem desenhados parecem otimizar a capacidade cognitiva e o desempenho académico, inclusive em matérias consideradas exigentes.
Há também evidência de que o tipo e intensidade de atividade física importam para maximizar o impacto no cérebro. Por exemplo, intervenções de atividade física combinadas com currículos académicos, como momentos ativos que se misturam com aulas regulares, tiveram melhores efeitos em matemática do que em leitura ou soletração, sugerindo que áreas que exigem raciocínio lógico podem beneficiar especialmente do movimento coordenado do corpo.
Além disso, estudos longitudinais mostram que crianças com trajetórias de níveis altos de atividade moderada-vigorosa ao longo de vários anos têm melhores resultados académicos em leitura, matemática e linguagem do que aquelas com baixos níveis de atividade física.
Ou seja: não é preciso ser atleta de alta competição para usufruir destes benefícios, o importante é mover-se regularmente, com intensidade moderada ou vigorosa.
Se já temos vindo a listar, em diferentes artigos as vantagens do exercício física, apresentamos outra, mais ou igualmente valiosa, hoje.
Por detrás destas descobertas existem vários mecanismos que explicam por que a atividade física melhora a performance escolar.
Funções como memória, tomada de decisão, ajuste de atenção (até para quem é diagnosticado com défice de atenção) e resolução de problemas são essenciais para aprender. Estudos mostram que atividade física melhora estas capacidades de forma consistente.
O aumento do fluxo sanguíneo cerebral e da oxigenação durante e após o exercício cria um ambiente propício, para que o cérebro processe informação de forma mais eficiente.
Movimento regular ajuda também a regular hormonas ligadas ao stress (como cortisol), aumentando a sensação de bem-estar e reduzindo ansiedade, fatores estes que têm impacto direto no desempenho escolar.
Cumprir horários de treino, respeitar regras, trabalhar em equipa e lidar com esforço físico são competências transferíveis para a organização do estudo e da vida académica.
A ligação entre desporto e rendimento escolar não acaba no portão da escola. Bons hábitos cognitivos e de disciplina aprendidos através do movimento tendem a atravessar a vida académica e a moldar carreiras de sucesso profissional.
É claro que o desporto não garante um emprego ou um cargo de liderança por si só. Mas o que a investigação sugere é que:
Estudos mostram que desempenho académico elevado está associado a melhores oportunidades de emprego, maiores salários e satisfação profissional. Fatores diretamente influenciados pela disciplina, consistência e capacidade de foco que o desporto ajuda a desenvolver desde cedo.
A grande vantagens que estes estudos nos apresentam é que não é preciso ser atleta para colher estes benefícios. O caminho pode ser adaptado a cada criança.
Há ainda muitos mitos que circulam sobre a relão entre o desporto e escola, como:
No fim de contas, a evidência científica é clara e consistente: o desporto não é apenas bom para o corpo: é bom para o cérebro, para as competências académicas e, potencialmente, para o sucesso que se traduz mais tarde no mundo profissional.
Desde cedo, quando uma criança se envolve numa atividade física regular, está a treinar não só músculos, mas também atenção, memória, disciplina, resiliência, tomada de decisão e capacidade de resolver problemas. Todas estas habilidades, são habilidades que acompanham a pessoa ao longo da vida e em diversas áreas da mesma (profissional e pessoal).
E quando estas competências se consolidam, não estamos apenas a formar estudantes melhores. Estamos a formar adultos melhores. Mais confiantes, mais focados, mais adaptáveis e preparados para os desafios da vida e da carreira.
E porque na Tribo UP primamos por ter profissionais competentes e uma comunidade de primeira classe, iremos sempre partilhar com os nossos leitores as melhores dicas para um futuro brilhante! Começa por integrar os mais novos na prática de exercício em família: nas caminhadas pela cidade aos domingos ou nas idas ao ginásio, para irem começando a ganhar gosto pelo exercício. Depois tudo virá mais naturalmente.
Lidera por exemplo.