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Muitas pessoas continuam a carregar um peso de vergonha pelos seus desejos mais íntimos e carnais. A verdade nua e crua é que a nossa mente é o nosso órgão sexual mais potente. Por isso, é normal imaginarmos e/ou vivenciarmos algumas ou todas as fantasias sexuais mais comuns abordadas neste artigo.
Se já deste por ti a viajar num cenário erótico no meio de uma aula aborrecida ou num ambiente ambíguo, não te preocupes. Não há nada de errado contigo. Faz parte da essência humana e dos nossos desejos mais íntimos.
É necessário começarmos a expandir a nossa mente sobre a nossa sexualidade, os nossos pensamentos picantes e as nossas vontades mais loucas – o objetivo deste artigo é precisamente desconstruir este tabu social que nos faz sentir “estranhos”.
A busca pela novidade, aventura e variedade é o que mantém a chama acesa, sobretudo quando a rotina começa a pesar.
Procura momentos inusitados que incendeiam o prazer: sexo na praia, no banco de trás do carro, uma posição nova que exige a flexibilidade de um contorcionista de circo, utilizar um brinquedo sexual num sítio público ou uma simples mudança de papéis.
É uma das fantasias sexuais mais comuns porque liberta dopamina, o neurotransmissor do prazer e da recompensa. Além disso, a introdução de novos estímulos pode reativar o interesse sexual.
Para o nosso cérebro, a adrenalina de um lugar proibido ou o risco de ser apanhad@ a ter relações sexuais é como um turbo para a excitação. O segredo é não deixar o desejo tornar-se monótono.
Não precisas de realizar um salto de paraquedas erótico. Introduz novas dinâmicas com calma e respeito pela outra pessoa. Pode ser um acessório, mudar a iluminação do quarto, usar um espelho para refletir o corpo – coisas que sejam novidade.
A partir daqui, podes ir experimentando coisas novas e mais “proibidas” e “arriscadas”. Atenção! A sensação de perigo e de adrenalina é importante, mas não deve constituir real perigo para ninguém.
Sabes aquele capítulo de um livro ou uma cena de uma série que te deixa o corpo inquieto e te faz parar e pensar: “e se fosse comigo?”. O sexo em grupo é uma das fantasias sexuais mais comuns.
Segundo um estudo conduzido pelo psicólogo Justin Lehmiller, autor do livro Tell Me What You Want, 89% das pessoas já fantasiaram com um ménage à trois. Além disso, as pessoas idealizam muito a orgia e o desejo de ser observad@ por vários parceiros.
Justin Lehmiller refere que este tipo de dinâmica sexual nos coloca como a estrela do espetáculo. Ou seja, não se trata apenas de ter mais gente envolvida, mas de validação narcísica e prazerosa de sermos desejados por várias pessoas em simultâneo.
Além disso, há a sobrecarga sensorial: mais toques, mais cheiros e mais estímulos visuais; quase como um banquete para os sentidos.
O sexo com múltiplos parceiros continua a ser um tabu porque desafia uma das regras mais fortes da sociedade: o sexo e o amor devem acontecer apenas entre duas pessoas.
Se acreditas nisto, e vives esta fantasia, não tens de a colocar em prática. As fantasias são isto mesmo, ideias que vivem no campo mental. Podes usá-la apenas como um combustível da tua imaginação e do teu prazer.
Por outro lado, se queres mesmo experimentar, as palavras de ordem são: comunicação e limites.
Podes explorar clubes liberais, festas específicas que garantam um ambiente seguro e controlado ou mesmo através de uma das apps de encontros em Portugal.
Esquece os guiões de Hollywood que associam BDSM a trauma. O BDSM – Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo – é sobre uma troca consensual de poder.
É uma das fantasias sexuais mais comuns e pode envolver jogos de interpretação complexos onde um manda e outro obedece, com a utilização de algemas, chicotes, cordas, vendas, mordaças, máscaras, entre outros.
A nossa vida obriga-nos a ter controlo sobre tudo. Para muitas pessoas, ceder o controlo no quarto é um alívio psicológico profundo.
Esta confiança radical de nos entregarmos tanto a alguém que ditas as regras do nosso prazer, cria um nível de vulnerabilidade extremamente excitante.
Segundo este estudo, o BDSM é uma dinâmica consensual de prazer e poder, afastando completamente a ideia de estar associado a uma patologia.
Em primeiro lugar, é importante perceberes se é apenas uma fantasia da tua imaginação ou se queres mesmo colocá-la em prática.
Caso queiras viver a experiência integral, deves respeitar o tripé SSC (Seguro, Sensato e Consensual), seguindo os passos abaixo:
Entramos numa fantasia que está cada vez mais a ganhar terreno, devido a relacionamentos abertos, poliamor e o desejo de saber, ver ou imaginar que o parceiro está a ter relações sexuais com outra pessoa (Cuckolding).
De acordo com um relatório do Kinsey Institute, fantasias relacionadas com não-monogamia ganharam maior visibilidade nos últimos anos, refletindo mudanças culturais na forma como Millennials e Geração Z encaram intimidade e exclusividade.
Se é verdade que poucas pessoas sentem prazer com a ideia de traição real, também é verdade que muitas pessoas sentem prazer com a não-monogamia consensual.
Porquê? Porque para muita gente o prazer está na ideia de liberdade absoluta e na quebra de convenções de posse tradicionais.
Por exemplo, no Cuckolding, existe uma componente de “voyerismo de proximidade” e a excitação de ver quem ama desejad@ por outras pessoas.
É uma das fantasias sexuais mais comuns, mas pode ser só isso mesmo: uma fantasia. Em primeiro lugar, percebe se é apenas uma imagem mental ou se queres mesmo experimentar.
Entrar nestas dinâmicas exige muita comunicação e uma base emocional muito forte. É um caminho sem volta. Imaginar e fazer são coisas muito diferentes.
Se queres mesmo viver a experiência, começa com fantasias verbais: conta ao teu parceir@ uma história fictícia. Por exemplo, no ato sexual, diz coisas como “imagina que é a pessoa x”.
O cérebro humano é incrível porque basta dizerem-nos “não podes fazer” que temos logo vontade de experimentar. Fantasias associadas a fetiches como Voyerismo (observar) e Exibicionismo (ser observado) são muito comuns.
O proibido desconecta-nos das normas sociais rígidas que seguimos todos os dias. É como uma forma de rebeldia controlada.
O Voyerismo, por exemplo, é uma das fantasias mais comuns e mais antigas porque o nosso prazer vem do facto de estarmos a espiar algo que é privado, gerando uma sensação de exclusividade: “só eu estou a ver”.
O mais importante que deves saber é que o consentimento é a linha vermelha. Atos de Voyerismo ou Exibicionismo sem consentimentos são crimes graves.
Por exemplo, se gostas de ser vist@, usa espelhos e filma-te no ato sexual. Se gostas de observar, existem comunidades online onde as pessoas consentem ser vistas.
Nem todas as pessoas procuram chicotes ou ménage a trois. Muita gente, encontra o ápice do seu desejo no romance cinematográfico: olhares profundos, velas, carinho prolongado, a sensação de ser a única pessoa no mundo.
Num mundo superficial, de encontros rápidos e ghosting, a intimidade real tornou-se uma fantasia de luxo.
As pessoas querem sentir-se emocionalmente conectadas, entrar no outro e deixar que o outro entre em si de forma profunda e apaixonada: olhares profundos que despem a alma, toques que despertam cada sensação do corpo, beijos que suspendem o tempo.
Não tenhas pressa de atingir o orgasmo. Foca-te na atenção do outro, no momento presente, e descobre para lá do corpo.
No fundo, deves viver o desejo com a outra pessoa sem pressas e distrações. E claro: tem de haver conexão, ou será difícil atingir a profundidade que gera prazer.
É uma das fantasias sexuais mais comuns e com mais tabu. Este tipo de fantasia envolve explorar papéis de género diferentes ou atos que parecem inconsistentes com a sua orientação sexual habitual.
Por exemplo, alguém que se identifica como hétero e fantasia atos com pessoas do mesmo sexo. Segundo Justin Lehmille (Kinsey Institute):
A sexualidade não é uma caixa fechada. Segundo a Dra. Luisa Diamond, na sua pesquisa sobre Sexual Fludity, os nossos desejos adaptam-se ao longo da vida. Isto não muda quem somos ou como nos identificamos.
Para a autora, o quarto é um lugar aberto a experiências e sem rótulos.
Estas fantasias surgem como uma forma de exploração interna. O cérebro é curioso por natureza e tenta imaginar possibilidades fora do padrão habitual, não porque queira necessariamente vivê-las, mas porque precisa de espaço para experimentar.
Não te sintas obrigad@ a experimentá-la e não definas a tua identidade com base na tua fantasia. Também não te julgues nem tenhas vergonha.
Estás a descobrir-te e os desejos que tens, desde que não afetem a liberdade de ninguém, são os teus desejos e deves vivê-los da forma que quiseres e sem julgamentos.
Se houver confiança mútua, tenta um roleplay ou experimenta novas formas de estímulo.
Mais importante do que conheceres as fantasias sexuais mais comuns, é desconstruíres os tabus que existem à volta deste tema.
Estudos sugerem que muitas pessoas têm fantasias que nunca partilham com ninguém. Quebra este ciclo, nos momentos certos e com as pessoas certas.
Se a fantasia for consensual e segura, vai em frente! Se for algo que preferes que fique apenas na imaginação, usa-a como combustível para uma viagem mental sem culpa e cheia de prazer! A sexualidade é um campo de prazer, não de vergonha.
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