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O Dating Burnout está a tornar-se cada vez mais comum, e não: não és só tu que estás cansad@ das apps de encontros. Swipe para a direita, swipe para a esquerda, match, ghost e repetir tudo de novo. Se isto te soa familiar, sê bem-vind@ ao clube!
A ciência já começou a olhar para este fenómeno e a conclusão é clara: o excesso de opções, interações superficiais e rejeição constante pode mesmo afetar a saúde mental.
A pergunta é: será que estamos a usar as estas apps, ou elas é que nos estão a usar a nós? Hoje falamos-te deste fenómeno que está a tornar as relações e a nossa saúde mental cada vez mais frágeis.
O Dating Burnout é um estado de exaustão mental, emocional e até físico, associado ao uso contínuo (e exagerado) de aplicações de encontros.
Um estudo publicado pela Forbes, baseado no testemunho de vários especialistas em psicologia comportamental, compara até este tipo de fadiga ao burnout profissional, mas aplicado à vida amorosa.
Não é apenas um simples "cansaço de dates":
Traduzindo isto muito rapidamente: estás cansad@ de tentar encontrar alguém que preencha os teus requisitos, principalmente porque a oferta é muita, é fácil de aceder, mas difícil de corresponder a tudo o que precisas.
As apps de encontros funcionam com um sistema muito semelhante ao das redes sociais (e até de alguns jogos): Cada match ativa o sistema de recompensa do cérebro, com libertação de dopamina, a hormona do prazer.
Mas há um problema:
Exatamente como acontece naquela Slot Machine do casino que te faz querer sempre ir jogar, mas que mais cedo ou mais tarde vai deixar de te dar benefícios.
Este padrão pode levar a:
E aqui o resultado é simples: quando mais usas, menos satisfeit@ ficas.
Isto é biológico (e científico): quanto mais opções de escolhas tiveres, menos motivação tens para conquistares aquela que parece a certa para ti. Porque sabes que, se falhar, tens sempre um "plano B".
Com as aplicações de encontros acontece exatamente o mesmo:
O resultado: há menos compromisso, mais indecisão, mais descartabilidade. As pessoas deixam de ser pessoas e passam a ser apenas perfis.
Este fenómeno ganhou força nos últimos tempos e está a levar as pessoas à exaustão. Seja porque não encontram aquilo que pretendem, ou porque deixam de se saber relacionar com os outros (sim, isto acontece).
O Digital Dating trouxe um novo vocabulário, e com ele novas formas de frustração. Hoje falamos sobre os principais termos que estão a motivar o Dating Burnout.
O primeiro deles é o famoso "ghosting", que significa um desaparecimento sem explicação. É cada vez mais comum: como não existe um compromisso emocional com a pessoa, fica fácil desaparecer. Afinal, é apenas um perfil, numa rede social, que na maior parte das vezes nunca chega a transformar-se num date físico, real.
Mas há mais "traumas" associados ao Dating Burnout:
Estas dinâmicas têm impacto real:
Porque o cérebro interpreta rejeição digital como rejeição real. E isto pode mesmo tornar-se um verdadeiro perigo para a saúde mental.
São vários os estudos atuais que associam o uso excessivo de APP's de encontros a vários problemas de saúde mental.
São eles:
Um ponto importante: Quanto mais tempo passas nas apps, maior a probabilidade de efeitos negativos, sobretudo quando o uso é passivo ou baseado em validação externa. Ou seja: quando procuras uma conexão, mas sentes-te ainda mais desconectad@ porque não validas, nem encontras validação.
Se é a primeira vez que estás a ouvir falar sobre este tema, mas chegaste aqui e já te identificaste com muitos dos pontos que te apresentei, então é provável que possas estar (ou a entrar) em situação de Dating Burnout.
Mas não te preocupes: se estás na dúvida, aqui vai um "check-up" muito rápido:
Se te identificaste com vários pontos… talvez seja hora de fazer uma pausa. E não, isso não significa desistir do amor, mas sim investires mais em ti, no teu amor próprio, e perceberes se queres estar com alguém ou se sentes que precisas de ter alguém só para te validares de alguma forma.
Esta é uma pergunta que deves colocar a ti própri@. Porque é que decidiste começar a usar aplicações de encontros?
Provavelmente, será uma destas a tua resposta:
Sim, é verdade. A sociedade coloca-nos um peso em cima de que a vida é para ser vivida e partilhada com alguém. E está tudo certo. De facto, ter alguém com quem podemos partilhar a nossa felicidade, é gratificante.
Mas também é importante entenderes os teus timings: será que estás preparad@? Será que precisas mesmo, neste momento, de uma relação, ou queres ter só por ter?
Os "swipes" por dates podem ser um ciclo muito difícil de quebrar, mas não é impossível, principalmente se souberes exatamente aquilo que queres.
Calma! Não tens de apagar tudo e ir viver para uma montanha (a menos que queiras). Mas há formas equilibradas de lidar com estas frustrações.
Há cinco passos muito simples que podes seguir e que, acredita, vão ser transformadores na tua relação com os outros e contigo mesm@.
Se sentes que estás a tornar-te demasiado dependente destas aplicações, e que isso afeta o teu estado de espírito, então está na hora de fazeres uma pausa.
As dicas são simples:
Vais ver que estes simples passos vão ser transformadores e permitir-te fazer um "detox" deste hábito, que pode mesmo tornar-se um péssimo vício.
Talvez não saibas, mas os utilizadores destas aplicações passam cerca de uma hora por dia a fazer "swipe". Se és um@ del@s, e se passas tantas horas a procurar alguém que te encha as medidas, se calhar está na altura de te auto-moderares.
Estes passos são fundamentais:
Pode parecer simples para alguns, mais difícil para outros, mas são pequenos passos que vão fazer toda a diferença na forma como usas estas plataformas. Porque elas não são vilãs, desde que as saibas utilizar.
Sabes aquele clichê: "Quantidade não é qualidade"? Pois bem, aplica-se na perfeição aqui: está na altura de controlares os teus "matches" e os teus dates
É fácil:
Não olhes para a quantidade de "matches" que fazes por semana como uma taxa de sucesso: foca-te na qualidade das relações que queres ter com os outros.
Sim, isto ainda existe, e se não tens um date espontâneo há muito tempo, se calhar está na altura de voltares ao "offline".
Desliga os ecrãs, afasta-te dos "swipes" e sai de casa. Procura conhecer pessoas, acredita que não é assim tão difícil quanto parece (e se para ti é, então precisas mesmo de te desligar do digital, podes estar a perder as tuas "skills" de socialização por causa do uso excessivo e fácil destas aplicações).
Está na hora de voltar:
A conexão real continua a ser insubstituível. E é muito mais gratificante.
Estar solteir@ não é um problema para resolver. Às vezes, parar é exatamente o que precisas para voltar melhor.
Esta pausa torna-te:
As aplicações não são vilãs, são ferramentas. Muitas vezes, nós é que não as sabemos usar.
O problema está aqui:
Isto não é sobre como sair das apps, é sobre como deves entrar nelas.
Por isso, antes de instalares:
Lembra-te sempre: estas aplicações foram criadas para te divertires, não para arruínares a tua autoestima e a tua saúde mental.
O Dating Burnout é real, comum e cada vez mais falado, e isso já é um bom sinal.
Mostra que estamos mais conscientes de:
No meio de tantos perfis e matches, há uma coisa que continua a ser essencial: autenticidade. Nunca deixes de ser tu própri@ para "caberes" na vida de alguém.
E não te esqueças: às vezes, o melhor "match" que podes fazer é contigo própri@.